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Historia
O INSTITUTO DE CIÊNCIAS
PENAIS - ICP foi fundado em 29 de novembro de 1999, durante
encontro ocorrido na sede da OAB-MG com a presença
de expressivo número de acadêmicos e profissionais
afetos à área das Ciências Penais, oportunidade
em que o jurista Cezar Roberto Bitencourt proferiu palestra
sobre as novas penas substitutivas, seguindo-se a aprovação
do estatuto e a escolha da primeira diretoria.
A principal finalidade desse projeto coletivo - impulsionado
por parte significativa da comunidade jurídica mineira
- era a criação de um fórum de estudos
e debates em Ciências Penais que se constituísse
em um locus aberto, democrático e que pudesse catalisar
dimensões importantes do pensamento jurídico-penal.
Minas Gerais, não obstante a inegável tradição
intelectual na área, sempre se ressentiu de uma maior
articulação entre esta plêiade tão
variada quanto intelectualmente poderosa.
O ICP surgiu para executar essa função e,
ao mesmo tempo, tornar-se o ponto de encontro de contribuições
intelectuais que transcendessem aquele representado pela
Academia e sinalizasse o aporte de profissionais oriundos
de vários campos de atuação.
Acrescente-se o intuito de aproveitamento do imenso manancial
das idéias sempre frescas e inovadoras do corpo discente
das diversas faculdades e, como não poderia deixar
de ser, dos acadêmicos de Direito, pois, afinal de
contas, são eles os maiores responsáveis pela
continuidade de um trabalho de reflexão jurídico-penal.
Em pouco mais de três anos de existência, o
ICP procurou transformar-se em um interlocutor válido
e confiável no bojo de um debate, ainda inacabado,
acerca dos caminhos a serem trilhados pelas ciências
penais no alvorecer deste novo século, fazendo profissão
de fé em um Direito Penal pensado não como
mero instrumento repressivo e multiplicador dos efeitos
de exclusão social gerados por uma sociedade injusta
e desigual, mas, sim, como instrumental garantidor dos direito
de liberdade do ser humano diante de ideologias que apostam
num alargamento do potencial repressivo do Estado.
As atividades desenvolvidas sempre tiveram como horizonte
o aprimoramento das ciências penais pensado na perspectiva
de um Estado Democrático de Direito, no qual o respeito
aos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana é
apresentado como elemento balizador.
Os boletins mensais trazem contribuições de
nomes fundamentais e consagrados nas letras jurídicas
do País, que assinam seus artigos ao lado daqueles
ainda emergentes ou de promessas, no momento desconhecidas,
mas dotadas de potenciais os mais auspiciosos. Mantêm
ainda uma coluna de decisões jurisprudenciais a mais
atualizada possível, dando ênfase àquelas
originadas dos tribunais superiores da República
e das cortes de segundo grau de Minas Gerais.
Esforços não foram poupados para a realização
de cursos, palestras e seminários, podendo ser conferido
no ícone eventos do site alguns desses momentos promovidos
pelo ICP ou que contaram com sua efetiva participação.
Superados em pelo menos alguma medida os desafios naturais
de um instituto novel e ainda não suficientemente
conhecido, parecem animadoras as perspectivas vindouras.
Por meio de parcerias promissoras e com um eficiente trabalho
de aproximação a instituições
de inegável credibilidade, o ICP apresenta o necessário
cabedal para atingir seus objetivos, não ignorando
o indispensável empenho de cada um de seus associados
e colaboradores.
É com esta mensagem que o ICP renova seu compromisso
institucional sob o prisma do Estado Democrático
e Social de Direito, esperando continuar com um interlocutor
válido e confiável para toda a comunidade
jurídico-penal.
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